Número de diagnósticos de autismo e TDAH vem crescendo no Brasil e escolas precisam estar preparadas para lidar com cada caso.

A marcha na ponta dos pés tem sido observada com frequência em crianças com Transtorno do Espectro Autista e vem sendo alvo de estudos na área da saúde. O comportamento motor consiste em caminhar apoiando predominantemente a parte frontal dos pés, sem contato completo do calcanhar com o chão.

Pesquisas apontam que a condição pode estar relacionada a alterações sensoriais, motoras e de desenvolvimento neurológico.

Marcha na Ponta dos Pés: Prevalência e Características no TEA

Um estudo realizado com crianças e adolescentes com TEA identificou que 82,1% dos participantes apresentavam dificuldade em manter a marcha considerada típica e utilizavam a ponta dos pés para caminhar em diferentes situações.

Segundo a pesquisa, parte das crianças apresentava o comportamento de forma contínua, enquanto outras demonstravam a alteração em momentos de ansiedade, excitação ou contato com determinadas texturas.

Fatores Relacionados e Abordagens Terapêuticas

Especialistas apontam que a marcha na ponta dos pés não integra os critérios diagnósticos do autismo, mas pode ocorrer com maior incidência nessa população.

Causas Potenciais da Marcha na Ponta dos Pés

Entre as possíveis causas estão alterações de processamento sensorial, encurtamento muscular e dificuldades no controle motor.

Acompanhamento Multiprofissional e Reeducação da Marcha

Estudos também indicam que o acompanhamento multiprofissional, com atuação de fisioterapeutas e ortopedistas, pode contribuir para a reeducação da marcha e para o desenvolvimento funcional das crianças.



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